Salário Emocional na Enfermagem: Relevância para a Gestão em Saúde

Autores

DOI:

https://doi.org/10.71399/ekt4s136

Palavras-chave:

Enfermeiro, Gestor, Salário Emocional

Resumo

Introdução: O salário emocional corresponde a um conjunto de recompensas não monetárias que promovem bem-estar, motivação e satisfação no trabalho. No contexto da gestão em saúde, torna-se um recurso estratégico para fortalecer o envolvimento e a valorização dos profissionais de enfermagem. Objetivo: Analisar a importância do salário emocional na enfermagem e a forma como os gestores de saúde o promovem, enquanto estratégia de valorização, motivação e retenção profissional. Métodos: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, em abril de 2025, com pesquisa nas bases de dados Scopus, EBSCOhost, B-on e Scielo. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, com texto integral disponível em acesso aberto e redigidos em português, inglês ou espanhol. Identificaram-se inicialmente 37 artigos; após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 5 estudos, posteriormente submetidos a análise de conteúdo. Resultados: Os estudos revelam que os componentes do salário emocional mais valorizados pelos enfermeiros incluem reconhecimento, equilíbrio vida-trabalho, apoio da liderança, ambiente organizacional positivo e oportunidades de desenvolvimento. Verificou-se uma correlação positiva entre salário emocional, satisfação profissional, desempenho, bem-estar emocional e compromisso laboral. Conclusões: O salário emocional é um recurso estratégico na gestão em saúde, com impacto direto positivo no bem-estar, na retenção dos profissionais de enfermagem e melhoria da qualidade dos cuidados. Recomenda-se a adoção de políticas institucionalizadas que integrem práticas de valorização não monetária, que respondam às necessidades individuais dos enfermeiros, fortalecendo a satisfação e o compromisso organizacional.

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Publicado

16-03-2026

Como Citar

Salário Emocional na Enfermagem: Relevância para a Gestão em Saúde. (2026). TER ISAVE, 5(1). https://doi.org/10.71399/ekt4s136